terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Opressão e preconceito

 Na Indonésia, 65 fãs de punk foram pegos numa emboscada, armada no local de um falso show de uma banda de Punk Rock. Os fãs foram com a intenção de ver o show de uma banda de Punk Rock, mas acabaram tendo seus cabelos longos cortados, suas roupas queimadas, seus piercings retirados e ainda foram atirados em um lago, para uma certa "limpeza espiritual".“Por que? Porque o meu cabelo? Não machucamos ninguém, apenas escolhemos nos expressar assim. Estão nos tratando como criminosos”, disse uma das vítimas. O chefe da polícia disse que apenas queriam colocá-los no caminho certo da moralidade. Mas resta uma pergunta: O que estava errado no jeito deles de ser? Essas pessoas se dedicaram a um estilo de vida que os agradava, gastaram dinheiro e dedicaram tempo para conseguir ter a vida que eles queriam. Então por que triá-la deles? Quando ter um cabelo longo prejudicou qualquer pessoa (digo isso pois tenho um cabelo longo também)? Eles não prejudicaram ninguém sendo do jeito que são, não infringirama lei, não causaram mal a ninguém. Apenas, como disse a vítima, quiseram se expressar daquele modo. Os policiais agiram como se aquilo fosse errado e se existisse um modelo de cidadão perfeito que todos deveriam seguir. Eles fazendo isso estão limitando a liberdade de expressão. Se alguém acha cabelo longo legal e quer ter um, qual o problema? Alguém ter cabelo longo pois gosta é a mesma coisa do que ter cabelo curto. Aliás, a Bíblia diz que cabelos e barbas longas simboliza que a pessoa que os traz em seu corpo é uma pessoa pacífica, já que cabelos e barbas longas poderiam ser usados como vantagem aos inimigos, que poderiam puxá-los, de certa forma imobilizando quem possui o cabelo longo.
 O Rock, enquanto existir e for agressivo, vai ter vários adversários que acharão o Rock algo completamente errado. Desde seu surgimento, nas décadas de 50 e 60, várias pessoas o associam ao diabo, à desordem, ao vandalismo, destruição e várias outras coisas com as quais o Rock pouco tem a ver. Eles acreditam que Rock é errado, que Rock estimula a agressividade nas pessoas. Porém, sinceramente, a pessoa perfeita ao governo é aquela que não tem opinião própria, apenas segue cega e surdamente as ordens, não pensa e acredita em tudo o que dizem. O que é o contrário do que o Rock significa. Tal ato, descrito no começo, é um impulso ao governo autoritário. O Rock, diferente dos estilos que tem surgido ultimamente, questiona pessoas, ideias e objetos idolatrados pela maioria da população. Ele faz as pessoas pensarem se é aquilo mesmo o que elas querem, mostra o que está acontecendo de verdade, tenta mostrar um outro ponto de vista da situação sendo vivida no momento e a fazer as pessoas conseguirem estudar bem todos os pontos de vista e escolherem qual elas acham certo e qual elas acham errado. Muitas pessoas concordam com o ponto de vista de várias bandas de Rock e, por isso, se tornam fãs de Rock. Como tem ocorrido ultimamente, várias pessoas dizem gostar de Rock para poderem ser inclusos na sociedade roqueira. Como eles não são verdadeiros roqueiros, muitos tem medo de qualquer comprometimento com o Rock. Mas os roqueiros de verdade, como sabem que gostam muito do estilo, não temem comprometimento, pois sabem que mesmo que um dia se "desentenda" com o estilo, demorará tempo o suficiente para conseguir romper o tal comprometimento. Nesse caso, o cabelo longo, além de ser útil na "dança" ao som de Rock e Heavy Metal, nesse caso seria um tipo de comprometimento dos fãs com o Rock e com a música (a música de verdade, com intrumentos, nada computadorizado) em geral. Ter um cabelo longo exige paciência, tempo, dinheiro e os homens ainda tem que lidar com o preconceito. Então ele passa anos criando e cuidando de seu cabelo. Esse cabelo passa a ter um significado extremamente importante e especial na relação entre o fã e a música. Ele significa que, se o fã for por acaso deixar de apreciar a música, será em um longo tempo, quando seu cabelo já estiver longo o suficiente e então, a pessoa estará livre para cortar e fazer o que quiser com seu cabelo.
 No caso descrito no começo da postagem, o cabelo dos fãs foi cortado pelos policiais e praticamente seu estilo de vida foi arruinado. Aquele ato foi um total desrespeito com todo o Rock e derivados e todos os seus apreciadores, especialmente as vítimas. O Rock não é errado. Ele é tão certo como qualquer outro estilo. Ele surgiu para criticar as pessoas que não fazem o que deveriam fazer direito, as pessoas que manipulam as outras e também, em grande parte, para contar histórias. Qual é o mal nisso? Como eu disse no meio da postagem, a pessoa perfeita para o governo seria uma pessoa que basicamente não faz nada por si só, faz apenas o que é mandado fazer. O que o Rock, graças a Deus, impossibilita. O Rock ativa a mente das pessoas para elas pensarem bem no que está acontecendo com todos. Ele transforma a sua mente já quase manipulada e te libera da manipulação e te faz ficar contra os manipuladores. Mas quem sai prejudicado nisso? Os manipuladores. O Rock está acabando com suas vítimas de manipulação e fazendo-as, basicamente, pensar e ter autonomia. O que eles não querem, pois são obcecados por poder. Eles querem sempre mais poder e estão dispostos a destruir tudo o que estiver no caminho. E quem são os manipuladores nesse caso? Os policiais. Eles cortaram os cabelos, que precisaram de dinheiro, tempo e dedicação, arracaram seus piercings, que necessitaram de dinheiro e certa coragem, e ainda queimaram suas roupas. As roupas em geral não são baratas e são um dos maiores indicadores que uma pessoa carrega em seu corpo sobre quem ela é. Observando as roupas pode se descobrir o estilo de música que a pessoa gosta, talvez seu emprego, seus passatempos e outras coisas. Então por que queimá-las? Eles querem despersonificar as pessoas. Isso te lembra algo? Talvez o exército, talvez autoridades, talvez obedecer ordens cegamente mesmo que as pessoas acreditem que esteja errado. Mas qual seria o problema em a sociedade lembrar um exército? Um exército foi feito para defender um certo grupo de outros grupos. A ordem nele é necessária para que todos sigam um objetivo e assim consigam juntar forças e facilitar a vitória. Mas a sociedade civil não deve ser assim. Porque ela não existe para defender ninguém, ela não existe para obedecer a ninguém. Basicamente a sociedade civil existe para poder sustentar a sí mesma. As autoridades existem para refletir a opinião da maioria do povo, representá-la, e assim, criando uma certa uniformidade e ordem. E como as autoridades conseguem estar representando as opiniões do povo, se elas o maltratam e fazem coisas que eles consideram errado?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

The Jimi Hendrix Experience em Monterey

DVD ao vivo em Monterey
   Um dia, eu estava lendo frases de musicos famosos sobre certos temas e me deparei com um comentario de uma pessoa que dizia que ao descer do palco do Monterey Pop Festival, Jimi Hendrix havia passado de pessoa normal para lenda. Mas qual foi a diferença entre aquele show e todos os shows de outras bandas? O que tornou Jimi Hendrix uma lenda? A diferença, é que naquele show e em todos os que fazia, ele não estava apenas com o corpo e com as músicas simplesmente decoradas la tocando pensando em outra coisa. Ele estava lá em corpo, em pensamentos, em alma, em tudo. Ele não estava ali pra fazer um showzinho e ganhar um dinheiro. Ele estava ali pra fazer o show que ia mudar o mundo, que ia mudar o pensamento das pessoas, que ia transmitir toda a energia e dividi-la com todos os presentes. Outro fator importante foi ele tocar muito bem e a banda dele tocava também muito bem e também, especialmente o baterista Mitch Mitchell, estavam ali com corpo e alma e todo o resto. Ele estava bem empolgado e cheio de energia na do show. É possível observar isso no modo como ele toca, braço dele, desliza a mão no braço da guitarra, da cambalhotas e outras coisas. Se o Jimi Hendrix estivesse ali pensando apenas no dinheiro que ia ganhar, uma coisa eu tenho quase certeza: não teria destruido e queimado a guitarra dele, pois provavelmente um bom prejuízo. Aquilo foi um sacrifício da guitarra de Jimi Hendrix realizado por ele mesmo. Aquele sacrifício, foi em nome de todo público que estava presente e interagindo com ele e em nome da música. A grande diferença é que ele não estava ali por motivos que o beneficiariam, ele estava ali pela música.

sábado, 12 de novembro de 2011

Interpretação música 2112 (parte 1: Overture) de Rush

  No começo, você ouve o início de uma viagem, indo pra frente no tempo. Depois de algum tempo, você para e olha para uma cidade completamente diferente da que você está acostumado a ver. Prédios altos, céu laranja, poluído... Então surge uma multidão de pessoas no centro da cidade olhando para um altar. Logo depois começa uma festa de comemoração a pessoas importantes da cidade, os sacerdotes. Eles surgem e cada um faz um discurso e todos ouvem silenciosamente, apenas alguns cochicham. Todos aplaudem o discurso e de repete surge um tipo de caos na festa e você não entende nada. Todos saem correndo em panico e de repente o céu laranja começa a ficar mais escuro. No outro dia acontece outra festa e todos dançam felizes ao som da música, que é sempre igual. E ao final da festa ouve-se raios e o capítulo acaba com alguém citando uma frase "E os humildes herdarão a terra..." Contiunua

domingo, 16 de outubro de 2011

Preconceito contra rockeiros

Gorgoroth
    O que tenho observado esses dias, é que tem muitas pessoas que não odeiam o rock ou o metal por terem ouvido e não terem gostado da música, mas sim por não saberem o que é rock ou metal. Óbvio que eles sabem, mas fale o nome "Metallica" a um metaleiro e ele vai ouvir na cabeça dele "Master of Puppets", ou "Ride the Lightning" ou qualquer música do Metallica que vier à cabeça dele. Depois diga o nome "Metallica" a uma pessoa que diz odiar o metal. Pode apostar que em boa parte os casos, na cabeça dessas pessoas, elas vão estar ouvindo uma música de Death Metal, o que o Metallica não toca. O motivo disso, é que muitos que não ouvem metal ou não tem conhecimanto de suas classificações, associam qualquer palavra que tenha metal a um grupo de pessoas vestidas de preto com cabelo longo tocando uma música extremamente pesada e um cara gritando no microfone, enquanto todos os outros balançam a cabeça, de um modo que seus cabelos impossibiltam a visão de suas caras. Algumas bandas, como Gorgoroth realmente são assim, que os músicos tenham cabelos enormes e fiquem mexendo e que suas músicas seja incompreensíveis, mas essas são bandas de Death Metal e Black Metal, que constituem uma parte relativamente pequena do Heavy Metal. Se alguém te disser que não gosta de Metal, pergunte a ela que música de Metal ela já ouviu e pergunte se ela ouviu a música inteira. Se ela tiver ouvido uma música de Metal de verdade, se tiver ouvido inteira, tiver prestado atenção e não tiver gostado, então você tem que respeitar a opinião dela. Senão você pede pra ela ouvir e prestar atenção e depois tirar conclusões sobre Metal, porque isso seria um enorme preconceito.

2000: a pior década musical?

    Se formos observar, na década de 2000 não houve praticamente a criação de qualquer banda extremamente boa, além da popularização de estilos musicais horríveis (que não mencionarei) que alguns nem consideram música, tivemos o crescimento da música feita pelo computador, de músicas extremamente simples, mal-trabalhadas e ruins, na qual o único destaque na música seria o cantor e também existem cada vez menos pessoas que tem a paciencia de ouvir uma música decente, como a música classica, a barroca, a romantica etc. ou as músicas dos anos 40, que eram extremamente trabalhadas e na qual os músicos realmente sabiam e treinavam seu instrumento, e não apenas fingiam que sabiam tocar.
    No final dos anos 60, por incrível que pareça, bandas como The Jimi Hendrix Experience, Big Brother & The Holding Company (onde surgiu a Janis Joplin), The Who entre outros eram considerados musica pop. Nos anos 70 o estilo dominante no começo, foi o rock progressivo, depois causando revolta e no final causando a criação do movimento punk, que começou com o Sex Pistols.
    Nos anos 80, houve o crescimento das pessoas que ouviam música pop, mas naquela época havia um certo equilibrio entre o pop e o rock, em que o pop havia influencias do rock e vice-versa e as pessoas estavam, de certa forma, divididas quase que igualmente entre os que gostavam de rock e os que gostavam de pop e não havia rivalidade, havia tolerancia, havia realmente boas bandas de pop em que as pessoas realmente tocavam instrumentos e faziam os sons elas mesmas, e os que gostavam de rock podiam ouvir pop sem odiá-lo, sem sentir raiva por as pessoas gostarem daquela música, e os que gostavam de pop também ouviam de vez em quando rock, porque o pop tinha certas músicas próximas do rock.
    Os anos 90 não foi uma boa década também, mas teve o grunge e ainda existiam bandas de rock pesado e também não havia música feita por computador; a música era feita por pessoas e seus instrumentos.
    Enfim chegamos na década de 2000, horrível, por causa da simplificação da música, a enorme facilidade em conseguir ouvir música ( que pode ser visto como bom, mas em outro post explico porque é ruim), a falta de significado e motivo das músicas, a supervalorização do vocal na música etc.
    Chegamos na década de 2010 e eu tenho boas esperanças na música de hoje em dia, ao observar o comportamento dos jovens em relação à música, perdendo o preconceito as músicas estarem tendo um verdadeiro significado novamente, o interesse pelas músicas antigas e a volta dos LPs ( que eu também explicarei porque é bom em outro post). Tenho boas esperanças e espero que vocês façam o mesmo, porque se vocês observarem, realmente há motivos para ter esperanças.

sábado, 6 de agosto de 2011

Sobre o Satanismo LaVey

Anton LaVey, criador do Satanismo LaVey
O fato de muitos músicos de Black Metal ou outros tipos de Metal serem satânicos e um amigo meu dizer que muitos músicos que eu mostro para ele (por exemplo o Slayer) serem satânicos me deu vontade de pesquisar e procurar saber mais sobre essa religião que é mal-vista por muitas pessoas, principalmente cristãos. Pesquisando nos artigos da Wikipédia, eu descobri que existem duas formas de satanismo: o Satanismo LaVey, criado por Anton Szandor LaVey e o Satanismo tradicional, que é aquele que adora Satã e essas coisas. Lendo sobre suas crenças, descobri que na verdade, muitas pessoas falam mal do satanismo, não porque conhece e não gostou de suas crenças, mas porque não conhece direito, ouve a palavra, associa ao nome Satã e, por Satã ser descrito pela igreja como maldoso e etc. resolve não gostar da religião. Neste post, como escrito no título, eu falarei apenas do Satanismo LaVey, sobre o tradicional eu falo um outro dia. Apesar de o satanismo, obviamente, apresentar alguns conceitos que não são de acordo com o pensamento da maioria das pessoas, como conceitos egoístas e que apoiam a vontade pessoal, não o bem-estar do povo, alguns conceitos que são importantes e que alguns parecem não saber nem obedecer, o que não é bom. Diferente do cristianismo, o satanismo LaVey vê o ser humano como um animal como todos os outros, melhor em alguns aspectos, pior em outros e diz que por causa de seu desenvolvimento espiritual e intelectual ele se tornou o ser mais cruel e maligno de todos, o que ninguém pode negar, já que nunca se viu, por exemplo, um leão psicopata ou um leopardo que mata por diversão; os outros animais só chegam a matar quando precisam de comida ou para se defender, enquanto os humanos matam milhares de outros humanos mesmo não se alimentando deles ou sem serem ameaçados por eles. Outros conceitos interessantes, são que, por exemplo, não se deve dar conselhos a não ser que alguém os peça, ou que não se deve contar de seus problemas a outros a não ser que você tenha certeza de que a pessoa quer ouvir, o que muitos desobedecem (rsrs). Outro conceito também interessante que é um protocolo social, é que quando no lar de outra pessoa ou ser deve-se demonstrar respeito, senão, não vá lá. O satanismo LaVey também é contra o roubo de coisas que as pessoas gostam ou necessitam e diz que ele só pode ser praticado caso o objeto seja algo irritante à pessoa e que ela te peça a tirar-lhe o objeto, é contra qualquer mal feito por adultos em crianças pequenas e diz que não se deve matar a não ser que seja para comer ou quando for atacado. Algo interessante que o satanismo LaVey também diz, é que deve se reconhecer as consequencias por seus atos culpando apenas a sí mesmo por desgraças que ocorrem com você, e não alguma divindade. Obviamente que alguns conceitos são inaceitáveis para alguns, como destruír quem o perturba, mesmo você pedindo para parar, ou tratar com crueldade e sem piedade aqueles que são convidados em seu lar e o irritam.
Eu não sou satanico nem acredito que seja uma religião melhor que a cristã ou que qualquer outra. Eu só acho que algumas pessoas deveriam largar seus preconceitos sobre esta religião e procurar conhece-la, antes de odiá-la ou ter qualquer pensamento sobre a religião. Também acho que as pessoas deveriam deixar de falar mal dos satanicos e respeitar a religião, pois é uma religião com qualquer outra. Por que você pode dizer "Que horror, você é satanico!", mas não pode dizer "Quer horror, você é judeu!"? O satanico teve o direito de escolher a religião do satanismo, assim como alguns tiveram o direito de escolher o cristianismo como religião, algumas o islamismo etc.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Música nova

   Apesar da banda Avenged ser considerada Heavy Metal, tem muitos metaleros que não gostam dela, acham que é apenas uma "modinha" e que é uma banda muito ruim. A teoría do meu irmão, é que na verdade as pessoas não acham a banda ruim, apenas tem medo de coisas novas e músicas novas, já que vivemos um certo tempo de crise na música com o surgimento de bandas com músicas extremamente ruins que muita gente acabou gostando por causa da propaganda entre outros fatores. Por isso muita gente não gosta de Avenged Sevenfold por achar que ela é só outra dessas banda ruins. Meu irmão também disse que ele já havia sido assim, mas que havia mudado. As pessoas tem que ser mais tolerantes com músicas novas, porque eu sei que há muita gente que se recusa de ouvir músicas de depois do ano 2000 ou até de músicas de depois de 1990. Mas, como diz o ditado, quem vive de passado é museu, e por isso mesmo que nós deveríamos pelo menos dar alguma chance às músicas novas. Não que você não possa mais ouvir músicas antigas nem que você tenha que gostar das músicas novas, porque eu sei que existem muitas músicas novas que são muito ruins. Mas há também músicas novas que são muito boas e que merecem pelo menos uma chance de serem aceitas pela sociedade. Um dia, pensando no que meu irmão me dissera e tendo conhecimento que ele é um grande fã de Led Zeppelin, eu o perguntei quanto ele pagaria para ir a um show de reunião do Led, como o show na O2 Arena em Londres em 2007. Ele me disse que na época do show, ele teria pagado mais de mil reais para ir, mas que hoje, se houvesse um, ele estaria disposto a pagar cerca de 300 reais, o que pode se considerar bastante para um show, mas houve uma queda no valor que ele estaria disposto a pagar. Ele me explicou que o Led Zeppelin é uma banda que é antiga e que mesmo sendo uma banda extremamente boa, não deve se valorizar tanto as bandas antigas. Não que as pessoas tem que perder todo o respeito pelas bandas antigas e ignorá-las. As pessoas tem obrigação de gostar e respeitar as bandas que elas gostam, mas elas também tem que perceber que bandas como The Jimi Hendrix Experience ou que a Janis Joplin não voltam mais para fazer apresentações, e por isso mesmo deve-se dar uma chance às bandas novas, porque essas são as bandas do seu tempo. Eu sei que para muitos é triste o fato de ter nascido na "época errada", e não nos anos 60, época do The Who, The Doors, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Grateful Dead entre outros, ou nos anos 80 (70, para poder aproveitar a adolescencia nos anos 80), época do Metallica, Mötorhead, Guns 'n Roses, Iron Maiden, Ozzy Osbourne etc. Mas encare os fatos e viva a sua época, não a dos outros. Você teve azar. Muitos também acham que tiveram azar, mas você não pode ficar pensando que teve azar e não aproveitar a sua época. Provavelmente no futuro, muitas crianças dirão que são azaradas, porque nasceram numa época em que já não existia mais Avenged Sevenfold, Audioslave(na nossa época ainda não existem muitas bandas extremamente famosas, mas existem muitas bandas Undergrounds que ainda vão ser famosas) e você, se aproveitar a sua época, vai poder dizer "Eu estava lá" com orgulho e felicidade. Mas se você passar sua vida inteira escutando músicas de quando você não era nascido, você vai acabar ficando velho e ainda vai estar reclamando que nasceu na época errada, ao envés de estar feliz de dizer que nasceu na época em que nasceu e poderá contar às pessoas mais novas as suas histórias. Você acha que as pessoas se interessam mais pelas histórias que um cara que viveu nos anos 80 conta sobre os shows que ele viu e suas festas e movimentos, ou do cara que podia ter vivido os anos 80, mas preferiu ficar em casa apenas escutando as músicas das décadas de 40 e 50? Provavelmente muita gente conseguiu viver os anos 80 e ouvir de vez em quando músicas mais antigas, mas viver no passado é jogar oportunidades fora. Quantas coisas vocês acham que a gente tem que em nenhuma época ninguém teve nem virá a ter?